sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Aproveite o Natal e tenha já dois bebês em sua casa para alegria da criançada!!

O Bebê dos olhos de Jabuticaba

Editora CPAD
Formato 20,5 x 23cm
24 páginas / Colorido

Publicado pela JUERP em 1994 (prêmio ABEC 1995), esse livro alegrou muito o meu coração. Agora com visual mais arrojado, novas texturizações e cores fortes, a CPAD leva até a você mais um livro que deixará feliz toda sua família. O bebê dos olhos de jabuticaba mostra as aventuras de uma criancinha que tinha o grito tão forte que assustava a lua, as estrelas, os pássaros e os bichinhos de seu berço. Acompenhe as brincadeiras e gracinhas desse bebê que não pára num só lugar e você perceberá que tudo é possível graças ao afeto e cuidado de Deus para com toda sua família.

De: R$ 8,60
Por: R$ 7,31





O Bebê e o seu carro do lixo

Editora CPAD
Formato 23,5 x 23,5cm
56 páginas / Colorido
Acabamenro: Capa Dura
Um livro altamente educativo, de enredo curto e repleto de imagens que prenderão a atenção do seu pequenino. Este é um livro que conta a história de Felipe, um menino que retrata o cotidiano de qualquer criança esperta e curiosa, interessado em descobrir o mundo real. Conta sobre as muitas curiosidades de Felipe; inclusive de onde veio e como nasceu; as imensas travessuras e como foi sua educação. Dentre muitas coisas, Felipe aprendeu a gostar de um presentinho muito simples, porém especial que lhe ensinou a não jogar lixo no chão. E com esse presentinho ele vai soltar a sua imaginação. Venha conhecer a historia do bebe e o seu surpreendente carrinho do lixo.

De: R$ 19,90
Por: R$ 16,91

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reteté: A Macumba Pentecostal

Dani Marques
publicado originalmente no Genizah

As manisfestações do Espírito precisam obrigatoriamente vir acompanhadas de “reteté”? Bom, já tive as minhas experiências sobrenaturais, mas acho preocupante a maneira como muitos cristãos lidam com essa questão. Alguns, são tão dependentes das chamadas “manifestações do Espírito”, que chegam a acreditar que Deus não esteve presente ou não agiu quando elas não acontecem. Desculpe, mas tenho que dizer que isso não condiz com a Palavra. A maior evidência de que um indivíduo está cheio do Espírito, é quando manifesta em sua vida o caráter de Cristo e não quando sapateia, dança, grita e rodopia. A plenitude do Espírito Santo é uma ordem de Deus e não é privilégio de alguns, mas de todos os que creram e receberam Jesus em suas vidas, diz a Palavra. O Espírito Santo habita em nós 24 horas por dia e 7 dias por semana, e não precisa ser invocado para se manifestar. O mover e as manifestações acontecem à todo momento na vida da pessoa que caminha em verdadeira comunhão com Deus.
Já presenciei manifestações no meio evangélico semelhantes à reuniões de umbanda e candomblé, repletas de rituais, invocações, frases prontas, mantras, danças e movimentos que mais se assemelham a incorporações. Cheguei a ouvir uma pessoa dizendo: “Tô vendo aqui na igreja a mesma coisa que via lá no espiritismo”. Esses rituais se repetem em cada “seção” ou reunião, seguidos das mais diversas manifestações. Sem contar as “bizarrices” que encontramos por aí: paletó que derruba gente, fogueira santa, bota de cobra piton para pisar no diabo, mão gigante para ser tocada, anjos massageadores, unção do leão, do pião e por aí vai… Para essas pessoas, a fé pura e simples não é suficiente, por isso constroem seus próprios “bezerros de ouro”. Elas precisam tocar, sentir e ver! Esquecem que a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos, e se sentem incompletas quando não acontece o sobrenatural de Deus. Mas Paulo nos lembra que o andar no Espírito está muito longe disso: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei…. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito”. Gálatas 5:22-25
 

Clique AQUI e leia na íntegra.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Show Business Gospel: glórias a mim?

Dani Marques

O show business gospel cresce de forma avassaladora. Ingressos para shows (inclusive dentro das igrejas), cachês para pregar ou cantar, morangos no camarim, tapete vermelho, hospedagem em hotéis selecionados, Grammy gospel, grife de roupa... Antes que me crucifiquem, não vejo problema algum em um pregador ou cantor que foi convidado para um evento receber o custo de sua hospedagem, condução e quem sabe uma oferta voluntária por parte da igreja. Também acho justo que um presbítero que dirija bem sua comunidade receba um salário decente, pois a Palavra nos ensina dessa forma: "Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal", e "o trabalhador merece o seu salário" 1 Timóteo 5:18. E quando falamos de retiros e congressos, é sabido de todos que existem gastos com materiais, refeições, apostilas e etc. Por isso acho aceitável que se estipule um valor (justo).

Mas olhando para Cristo, Pedro, Paulo ou João Batista, figuras públicas da época, percebo que pregavam a Palavra por amor, pelo dom e vocação que receberam do Pai, e não como meio de alcançar fama e sucesso financeiro. Sim, Paulo muitas vezes foi sustentado por ofertas, mas jamais estipulou um cachê ou cobrou ingressos para pregar o Evangelho. As igrejas supriam suas necessidades, mas ele nunca utilizou o nome de Cristo como ferramenta para se sustentar, alcançar a fama ou ter uma vida farta, muito pelo contrário! O dom veio primeiro e Paulo, assim como tantos outros, se utilizou desta vocação para alcançar vidas, apenas. A falta de dinheiro nunca foi empecilho para a proclamação do Reino: "Qual é, pois, a minha recompensa? Apenas esta: que, pregando o evangelho, eu o apresente gratuitamente, não usando, assim, dos meus direitos ao pregá-lo... mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre". 1 Coríntios 9:18 e 25


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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os Desigrejados

Augustus Nicodemus Lopes

Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada. Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé. Mas, outros, querem abandonar apenas a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja.

Leia na íntegra clicando AQUI
Publicado originalmente no portal da Igreja Presbiteriana do Brasil

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Colocando Deus na caixinha

Zilton Alencar
 Sou um insistente. Um causador de problemas, um questionador das coisas que acontecem nas Igrejas, principalmente as neopentecostais ― ou mesmo fora delas, nos “cultos nas casas”, nos montes, nas vigílias ou nas reuniões diversas ― comparando todos os acontecimentos, ensinos e fenômenos à luz das Escrituras. Como crente reformado, creio no princípio do Sola Scriptura, creio que a fé e a vida cristã são regidas pela Bíblia. Faço parte de um grupo conhecido como “os crentes de Bereia”, que submetem todas as coisas, quer doutrinárias ou costumes, ao crivo da Bíblia, como faziam os irmãos da região de Bereia (At 17:11) mesmo diante das palavras e ensinos de Paulo apóstolo. 

Leia na íntegra clicando AQUI

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Brasil, educação zero

Ilustração do cartunista Sinfrônio
Há algumas semanas voltou a circular pela internet um ranking de aprendizado mundial divulgado no final do ano passado pela Pearson, empresa inglesa dedicada à educação. Ele reflete dados colhidos entre 2006 e 2010 em 39 países e uma região (Hong Kong) e não chega a surpreender quem se interessa pelo assunto. O primeiro lugar é ocupado pela Finlândia, seguida por Coréia do Sul, Hong Kong, Japão e Singapura. O Brasil só não ficou em último lugar porque, espantosamente, a Indonésia conseguiu se sair ainda pior.
O ranking é baseado em dois indicadores, um que verifica a habilidade cognitiva dos alunos através de uma série de testes de leitura, matemática e ciência, e outro que aponta o nível da sua formação através das notas de graduação e cultura geral.


Texto: Cora Rónai. Clique AQUI e leia na íntegra

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Deputado evangélico Carlos Bezerra Jr. discursa na ONU e cita versículo sobre justiça

Genizah
No principal evento sobre Direitos Humanos do mundo, Carlos Bezerra Jr. lidera ação
contra escravidão e chama a atenção das principais autoridades internacionais
 

Pela primeira vez na História, um deputado evangélico brasileiro foi convidado ao principal encontro do mundo sobre Direitos Humanos. A ONU, Organização das Nações Unidas, apontou lei do Carlos Bezerra Jr., de combate ao trabalho escravo, como modelo internacional e pediu sua participação como preletor no evento em que são apresentadas as mais importantes ações mundiais nessa área.

A reunião do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos acontece em Genebra, na Suíça. Nela, uma relatora especializada no assunto e designada pelas Nações Unidas para, entre outras coisas, identificar os maiores avanços e desafios internacionais no tema, aponta novas soluções e caminhos para enfrentar as mais diversas formas de violação. A mais recente edição desse fórum aconteceu no último dia 13. E, quando os olhos do mundo se voltaram para a mesa de debates, viram um parlamentar evangélico que não falou apenas da recente contribuição paulista contra a escravidão contemporânea, mas ressaltou valores bíblicos e princípios cristãos.

“Meu desejo é que a lei que criei em São Paulo possa oferecer ao meu país uma importante contribuição na busca pela paz, pela igualdade, e pela dignidade e pela misericórdia, garantindo que a ganância pelo lucro nunca terá mais valor que a vida humana. Nosso real desafio é fazer todos os esforços para pôr o indefeso no topo da agenda e dar voz aos que não a tem até que a justiça possa fluir como um rio”, discursou, fazendo referência ao texto bíblico de Amós 5: 24: “Corra a justiça como um rio, a retidão como um ribeiro perene”.

A lei criada pelo deputado Bezerra Jr., que é também pastor, está sendo apontada como a mais rígida punição ao crime de trabalho escravo desde a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. A lei apressa a condenação de envolvidos: processos que levavam até 20 anos, agora podem ser resolvidos em apenas 2. Na prática, a nova legislação fecha a empresa pega com trabalho escravo em qualquer parte de sua cadeia produtiva ao cassar seu registro no ICMS. E impede os sócios autuados de entrar com nova inscrição por uma década.

“O crime de trabalho escravo é uma afronta ao Criador. A boa nova do Evangelho é para libertação espiritual e social. É contra toda forma de opressão. Como discípulos de Jesus, somos chamados para sinalizar o Reino não só com o que falamos, mas também com o que fazemos. Sem obras, a fé é morta”, explica o parlamentar.

Carlos Bezerra Jr. já era o único deputado evangélico a ser apontado como o melhor político paulistano por ONG independente de fiscalização da função pública (Voto Consciente). Agora, afirma receber o prestígio internacional como um novo aumento de sua responsabilidade. “A expectativa aumenta. E o trabalho tem de crescer na mesma medida. Porém, meu coração está em paz. Tenho convicção de que não cheguei aqui por outro motivo que não seja a boa mão de Deus. Essa lei é resposta de oração. Muita gente dobrou os joelhos diante de Deus e clamou a Ele pelo fim dessa injustiça. Eu tive o privilégio de ser porta-voz desses irmãos”, destacou.

Lei resgata valor cristão histórico
Ao longo da história, vários cristãos já se envolveram no combate ao trabalho escravo. Foi um parlamentar cristão que teve atuação decisiva para acabar com a escravidão na Inglaterra do século XVIII: William Wilberforce. Junto com ele, John Wesley, uma das principais referências da Igreja de hoje, também militou pela abolição naquele país.

Sobre ONU
O principal propósito da ONU é realizar a cooperação internacional para resolver os problemas mundiais de caráter econômico, social, cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais; manter a paz e segurança internacional, desenvolver relações amistosas entre as nações e ser um centro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A janta está esfriando

A janta está esfriando. Igual a todos os trabalhadores do mundo, eu também chegava em casa cansado, jogava-me no sofá e ligava a TV para saber das últimas notícias do dia. Naquela noite, não estava sendo diferente, até ser interrompido por meu filho, Renato, na época com 5 anos, que, ao me ver chegar, correu pedindo-me atenção. Sem paciência e me sentindo exausto, peguei um pedaço de papel e lápis e pedi que ele fizesse algo enquanto eu via mais uma vez o repórter, com as mesmas manchetes, os mesmos entraves políticos.

Volta e meia, ele me interrompia, fazendo-me perguntas sem nexo, tipo: – Papai, como se escreve “UE”? Papai, como se escreve “OMA”? Filhinho – respondi com pouca paciência – papai está vendo o repórter e está cansado! Depois você pergunta o que quiser, tá bom? Minha esposa Lu estava na cozinha preparando algo para jantar. Ela  trabalhava durante o dia e chegava em casa pouco antes de mim. Silvia, minha filha, estava em seu quarto arrumando os brinquedos, enquanto que eu e o “Chato” do Renato estávamos na sala. Eu, querendo ver o repórter; ele, tentando escrever o que era latente em seu coração.

Interessante como a gente não percebe o quanto de errado nos comportamos em família. É muito comum colocarmos a culpa nos meios de comunicação, na modernidade, na violência urbana, etc. Mas não reconhecemos que muito do que podemos mudar está bem ali, diante dos nossos olhos, logo abaixo do nosso nariz. Na verdade, estamos presos aos “nossos” problemas, às “nossas responsabilidades”, enfim, a tudo que nos cerca “fora” do lar. Numa sociedade pós-moderna, onde homem e mulher trabalham para financeiramente terem perspectivas melhores, às vezes, esquecemos e pagamos um alto preço pelo que deixamos de administrar em família, e pior, delegamos a outros aquilo que é de nossa inteira responsabilidade: educar e amar os filhos.

Lembro-me que naquele dia, de tanto insistir e não ter resposta, meu filho acabou adormecendo em meu colo sobre o sofá, enquanto eu ainda via o noticiário. Lu me avisou que a janta estava pronta. Então, delicadamente, peguei-o no colo para levá-lo pro seu quarto. De repente, algo caiu no chão: era o papel, um pouco amassado, aquele que eu havia dado para ele se distrair. Curioso, peguei-o ainda antes de colocá-lo na cama. Li o que me parecia IMPOSSIVEL (meu filho ainda não sabia escrever, estava na alfabetização): “Papai eu te amo”. Como um soco, aquilo me atingiu em cheio. Dentro do seu pequeno mundo, tentando demonstrar seus sentimentos, meu filho foi ignorado por mim, na troca de um simples programa de TV que se repete todos os dias. Carinhosamente, eu o apertei em meus braços e velei seu sono por muito tempo. “A janta esta esfriando!” – Falou minha esposa. Mandei emoldurar esse texto, junto a uma foto do meu filhinho. Até hoje, me emociono ao ver tanta espontaneidade ignorada por mim. 


Dj-gugu Manuel Santos
(fato verídico)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Mudando nosso estilo de vida

Ilustração feita gentilmente pelo meu amigo
e grande cartunista Roberto Netto

“Certa vez, um sujeito morreu. E quando ele se deu conta de que havia morrido, estava em cima de um muro. De um lado, lia-se INFERNO; do outro, CÉU. Do lado do inferno tinha o Diabo de braços cruzados olhando pra ele. Do lado do céu, tinha os anjos e os santos fazendo a torcida: – Vem! Vem! Você tem que pular pra cá! Não é isso que você viveu a vida inteira? Aqui tem o Paraíso!! Vem! Vem pra cá!! – Enquanto que, do outro lado, o Diabo olhava a cena. Mais atrás, tinha um filósofo observando tudo: o cara em cima do muro, o Diabo do outro lado e o pessoal da torcida pedindo pro sujeito pular pro outro lado, o céu. O filósofo não se conteve e disse pro Diabo: olha, não estou entendendo uma coisa. Esse cara está em cima do muro. Todo mundo torcendo pra ele pular pro lado de lá, enquanto que o senhor está quieto? Não fala nada? Não faz nada? Logo, o Diabo retruca: meu amigo, em cima do muro já é o meu lado! Entendeu? Quem não DECIDE, já está no inferno!”

Dr. Lair Ribeiro, em uma palestra sobre Nutrição Humana

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Contra a “abundância da mesma opinião”


Acabei de ler a entrevista que o cantor e compositor Lobão concedeu à revista Veja desta semana. Apesar de certas verdades, confesso que não gostei. Vi alguns exageros como, por exemplo, que “A Marina Silva é uma versão destrambelhada da esquerda”; “Que os protestos de rua pareciam 'desfile de escolas de samba'”; disse que não gosta do Chico Buarque e que “ele é daqueles que têm inveja da pobreza”; que “Caetano Veloso deixou de ser relevante há muito tempo” e que “a Lei Rouanet faz mais mal do que bem à cultura brasileira”. Quanto a mim, em relação ao Lobão digo: nunca gostei de nada que ele fez (desculpa, exceto a música “Me chama” e os seus livros que ainda não li). O resto, faço como o antigo apresentador Flávio Cavalcante quando, em um de seus quadros, jogava literalmente no lixo os discos horrorosos, entre eles, o do Lobão. Lembro disso perfeitamente.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sexo de crente: entre quatro paredes vale tudo?

Dani Marques
é colunista do Genizah

Esta é uma pergunta que assombra muitos cristãos. "Isso pode? Isso não pode? É permitido por Deus?". No geral, a religião acaba limitando a vida sexual do cristão, infelizmente, mas não podemos generalizar. Existem casais cristãos que vivem uma vida sexual livre e satisfatória, sem neura alguma, assim como também existem casais não cristãos que são completamente frustrados na cama. Creio que a religião teve uma influência muito negativa no decorrer da história no que diz respeito ao sexo. Muitas verdades Bíblicas foram (e ainda são) distorcidas, "neurotizando" aquilo que era pra ser prazeroso e natural. No passado, o sexo era visto como tabu, algo sujo, inclusive entre os casados, e a igreja (instituição) foi uma das grandes responsáveis por esta visão. Infelizmente muitos ainda pensam dessa forma, especialmente dentro das denominações mais radicais. São pessoas completamente limitadas na vida sexual. Vivem atormentadas pelo medo e pela culpa. Conheço casais que pedem perdão depois do sexo, algo que não tem fundamento Bíblico algum! Uma total falta de informação, quer dizer, excesso de informação distorcida! Mas como eu disse, não dá para generalizar. Muitos cristãos que realmente entenderam a grandeza do amor de Deus por nós através da vida e dos ensinamentos de Jesus, conseguem viver uma vida sexual plena e livre de culpa (...)

 Continue a leitura clicando em: NA ÍNTEGRA

domingo, 11 de agosto de 2013

Um texto que me fez chorar

Cinthia Morallles

Tudo vai passar.
Eles vão crescer e dispensar nosso colo.
Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais.
Que nossas demonstrações de afeto serão consideradas um grande mico.
Que em vez de torcermos para que eles durmam, torceremos pra que cheguem logo em casa.
Que não se interessarão pelos velhos brinquedos.
Que o alvoroço na hora do almoço, dará lugar a calmaria.
Que os programas em família serão menos atrativos que o churrasco com a turma.
Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar.
Que começaremos a rezar com muito mais freqüência.
Que morreremos de saudade de nossos bebês crescidos.
 

Por isso...
 

Viva o agora.
Releve as birras.
Conte até 10.
Faça cosquinhas.
Conte histórias.
Dê abraços de urso.
Deite ao lado deles na cama.
Abrace-os quando tiverem medo.
Beije os machucados.
Solte pipa.
Brinque de boneca.
Faça gols.
Comemorem.
Divirtam-se.
Acorde cedo aos domingos pra aproveitar mais o dia.
Rezem juntos.
Estimule-os a cultivar amizades.
Faça bolos.
Carregue-os no colo.
Faça com que saibam o quanto são amados.
Passem o máximo de tempo juntos...
...assim quando eles decidirem partir para seus próprios voôs, você ainda terá tudo isso guardado no coração!

sábado, 10 de agosto de 2013

Charges publicadas na revista Geração JC. “Os benefícios e malefícios do uso da internet”

Cartuns publicados na revista Geração JC: “os benefícios e malefícios do uso da internet”. Interessante, afinal, não temos como negar que estamos cada vez mais dependentes dessa grande rede. Então, eis o desafio: qual deve ser o nosso posicionamento em relação ao uso dessa ferramenta?


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Em seus passos o que Jesus JAMAIS faria?

Pablo Massolar

"Em seus passos o que faria Jesus?" é o título de um livro escrito por Charles Sheldon e publicado originalmente em 1896, nos Estados Unidos, com o título "In His Steps".

A obra conta a história de Henry Maxwell, pastor da Primeira Igreja da cidade de Raymond, que vive honestamente sua vida confortável e sem contratempos, até o dia em que surge em sua igreja um homem pobre e necessitado. O episódio o leva a questionar seus próprios valores, o seu modo de vida e prioridades, colocando diante de si a inquietante questão: "O que Jesus faria?".

A partir disso, decide propor aos fiéis de sua igreja que se comprometam durante um ano a não fazerem nada sem antes perguntarem o que Jesus faria na mesma situação. O desenrolar da história descreve as experiências, tanto de satisfação e realização pessoal, como também de conflito e incompreensão que vão enfrentando à medida que se empenham em levar adiante o desafio proposto.

Hoje em dia há tanta gente doente e inescrupulosa dizendo agir "em nome de Jesus", proclamando da boca para fora "seguir os passos de Jesus", mas negando-o nas atitudes, enganando, extorquindo, manipulando e oprimindo que fica difícil encontrar Jesus, de verdade, nos passos destes. Ainda que eles gritem ou cantem nervosamente o nome de Jesus o tempo todo e façam até alguns aparentes sinais milagrosos.

Algumas vezes a imagem e referência do Jesus dos Evangelhos se apaga e se confunde com tanta demonstração tosca do que querem erroneamente fazer parecer Jesus, mas nem de longe se parece efetivamente com os passos de Jesus.

Mais do que levantar questões meramente morais ou culturais, percebo a urgência de esclarecer o que não representa e jamais se veria na vida prática do verdadeiro Jesus dos Evangelhos.

Acredito que boa parte do engano se dá pelo fato das pessoas não lerem e não conhecerem minimamente os Evangelhos, além da grande distorção que se faz com as escrituras por dinheiro ou para fazer perpetuar os domínios aprisionantes das instituições e dos rituais de poder humano.

Jesus jamais exigiu sacrifícios pessoais, esforço financeiro ou físico, presentes ou qualquer tipo de oferta para abençoar, curar, salvar, purificar e orientar as pessoas a sua volta.

Jesus jamais utilizou seu poder como estratégia de marketing pessoal. Embora os milagres fossem um sinal para que as pessoas cressem, e muitos o buscavam por causa dos prodígios e do pão que era multiplicado milagrosamente, Jesus jamais utilizou isso para segurar o povo a sua volta.

Jesus jamais distribuiu pão só para garantir plateia e ter a quem evangelizar.

Jesus jamais rejeitou qualquer pessoa por não professar a fé da mesma forma que ele a professava e a entendia. Mesmo Jesus frequentando sinagogas, tendo nascido no judaísmo, jamais deixou de andar e falar com pagãos, gentios, pecadores e toda sorte de gente considerada impura para os padrões da lei de Moisés.

Jesus jamais deixou a lei da religião ser mais importante que a vida e a misericórdia.

Jesus jamais deixou de amar. Jamais recusou a mesa e a comunhão mesmo a quem ele, de antemão, já sabia que o trairia. Até diante da angústia, do medo e do abandono, Jesus jamais se deixou ser vencido pelo rancor.

Jesus jamais usou em benefício próprio a influência que exercia sobre os discípulos.

Jesus jamais ensinou expandir o Reino através do acúmulo de bens ou da construção de templos.

Jesus jamais fez conchavos políticos, acordos com Roma ou com a religião dominante em troca de favores, cargos e liberdade para continuar pregando o que e onde bem quisesse.

Jesus jamais deixou de dizer a verdade por medo ou conveniência.

Jesus jamais disse a verdade para agredir, ofender ou provocar vaziamente.

Jesus jamais disse a verdade só para provar que estava certo.

Jesus jamais usou a verdade, ao contrário, se deixou ser usado por ela.

Jesus jamais denunciou o pecado sem amor, de forma constrangedora, ameaçadora ou sem acolher até as últimas consequências o próprio pecador envolvido.

Jesus jamais tratou os pecados particulares das pessoas de forma pública e vexatória.

Jesus jamais se deixou levar pela aparência externa. O que o fazia se desdobrar em misericórdia era a sinceridade interior e despretensiosa.

Jesus jamais ficou indiferente ao sofrimento, fosse ele de ordem psíquica, espiritual ou física.

Jesus jamais tratou com diferença pobres e ricos. Se alguma diferença ficou evidente, jamais foi contra a justiça.

Jesus jamais deixou de ser humano, mesmo sendo Deus se fez servo de todos.

Muitas outras coisas jamais se encontrariam no espírito e nos passos do Jesus dos Evangelhos, da Palavra de Deus feita carne, materializada e revelada definitivamente aos homens. Os passos de Jesus são reconciliadores, libertadores e despertam para a vida ainda que tudo a sua volta seja caos e morte. O que não se enquadra no Deus que se entrega por amor e misericórdia não cabe nos passos de Jesus.

O Deus que jamais se deixa enganar nos ensine a discernir nossos passos e nos abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


Do site Genizah

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Eles estão chegando. Agostinho, Calvino, Dostoevsky, C. S. Lewis, Chesterton, Pascal…

E estão chegando juntos. Agostinho, Calvino, Dante Alighieri, Dostoevsky, Thomas Merton, C. S. Lewis… É bom respirar funto antes de continuar. Chesterton, Thomas à Kempis, Pascal, Teresa de Ávila, Dietrich Bonhoeffer, Henri Nouwen…
Todos (e mais alguns) ‘capitaneados’ pelos conhecidos Richard Foster e Dallas Willard estão no 25 Livros Que Todo Cristão Deveria Ler, lançamento de outubro da Editora Ultimato.
Uma obra de fôlego. Para os descansados e para estressados, para os inquietos e também para os mansos. Enfim, para os que não se contentam com frases de efeito, mas querem uma leitura cheia de sabores e cheiros dos que caminharam primeiro pelas trilhas da espiritualidade cristã e da sabedoria bíblica. Acompanhe no blog ULTIMATO mais informações.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vaticano concede remissão dos pecados a participantes da Jornada Mundial da Juventude

“Indulgência plenária” foi dada a quem participar com devoção dos rituais. Concessão é uma antiga tradição da Igreja Católica.



O Vaticano concedeu "indulgência plenária" - remissão dos pecados - aos fiéis "que participem com devoção nos rituais sagrados e exercícios piedosos que acontecerão no Rio de Janeiro" durante a XXVIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no fim de julho, afirma um decreto da Santa Sé.

A JMJ católica no Rio de Janeiro acontecerá de 22 a 29 de julho.
Esta é uma antiga tradição da Igreja Católica, que concede as indulgências a cada JMJ.

O Papa Francisco condicionou as indulgências ao cumprimento de dois sacramentos: o sacramento da penitência (confissão), geralmente descuidado no mundo ocidental católico, ou totalmente ignorado no caso dos jovens, que deverá ser seguido pela comunhão eucarística.
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Êpa! Está melhor do que promoção das Casas Bahia! Quem tá devendo, deve mesmo aproveitar esta chance espetacular e rara. Vai ter de confessar pro padre, mas vai economizar umas 600 ave-marias de joelho em cima do milho, que é o preço atual para uma transadinha fora do casamento... Já a boiolagem, está mais baratinha no Vaticano, mas, ainda assim, vale a pena aproveitar o desconto papal!

Os que estão na Graça, podem descansar tranquilos e contar com o perdão que o Senhor lhes concede diretamente, ainda que imerecidamente.


GENIZAH

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Leila Diniz é tema de exposição em Niterói

Por: Ricardo Rigel 27/06/2013 / O FLUMINENSE

Mostra exibirá obras inéditas, feitas por artistas mulheres, cujo tema é a atriz niteroiense que dá nome à sala de cultura.


Desenho de Fernanda Ambrósio
A Sala de Cultura Leila Diniz comemora dois anos de funcionamento no dia 3 de julho com a inauguração da exposição Ela por Elas: Leila Diniz nos traços das desenhistas brasileiras, às 18h, no dia 3 de julho. A mostra exibirá 33 obras inéditas, feitas por artistas mulheres, cujo tema é a atriz niteroiense. Todas as peças - entre esculturas, pinturas, fotografias, trabalhos em papel machê, desenhos e caricaturas - foram criadas especialmente para a mostra. A curadoria é do cartunista e pesquisador de artes Zé Graúna.
Além da presença das artistas, a abertura da exposição contará com desenhistas fazendo caricatura dos convidados. Também terá a apresentação dos músicos do Programa Aprendiz com um roteiro de canções da época de Leila Diniz.
“É mais um presente para o público que frequenta a Sala e para todos nós”, comentou Renata Palmier, que coordena os eventos da Sala de Cultura.
Nascida em Niterói, Leila quebrou tabus, servindo de inspiração e referência no momento em que as mulheres batalhavam pelos seus direitos sociais, espaço na sociedade e, principalmente, no mercado de trabalho. “Leila Diniz é um símbolo para todas as mulheres, e o que ela deixou de legado é uma conquista para a sociedade”, completou Graúna.
A Sala de Cultura Leila Diniz fica na Rua Heitor Carrilho, 81, Centro, Niterói. Abertura: 3 de julho, às 18h. Período: de 4 a 31 de julho. Informações: 2727-5299.

Cliquem no LINK da página no Facebook e acompanhem os bastidores da exposição.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Igreja está crescendo ou inchando?

A igreja evangélica está crescendo absurdamente em nosso país, em 2010, dados do IBGE já apontavam mais de 42 milhões de membros. O lamentável nesses números é que os evangélicos crescem, mas o discipulado não; ganham força em áreas políticas, mas a credibilidade diminui; igrejas lotadas, mas as bíblias continuam esquecidas nas prateleiras.
Peter E. Gill dizia que “todo o evangelismo feito no mundo por uma igreja que não é santa e reta não valerá uma montanha de feijão se tratando de poder para mudar o mundo”. O fato é que, o número de evangélicos cresceu, entretanto, não há diminuição no índice de ladrões, corruptos, divórcios e adolescentes grávidas.

Concordo com Ronald Sider quando escreveu “ nos alardeamos com orgulho nossa doutrina ortodoxa sobre Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mas desobedecemos seus ensinamentos”. Se metade dos cristãos seguissem a bíblia sagrada já teríamos espantosas melhorias, principalmente se tratando de convívio em sociedade. O grande problema é que as igrejas não crescem, apenas incham, ou seja, só número. Um dos culpados são os próprios pastores que procuram trazer o 'mundo' para dentro dos templos com a desculpa ridícula de atrair os pecadores; todavia, os membros se acomodam falando amém para tudo que ouvem enquanto suas bíblias com folhas já amareladas se enchem de poeira.

O que vemos hoje são grupos de lobos disfarçados de ovelhas que, ao mesmo tempo que sobem ao altar e colocam uma mão sobre a bíblia, a outra está agarrada ao mundo. A maior parte das igrejas são abertas com um plano de marketing definido preparado para a 'corrida maluca': leva o prêmio de popularidade o culto com maior número de pessoas. E pra alcançar tal objetivo vale tudo, desde versículos distorcidos até lencinhos suados ungidos.

Servir a Cristo significa esquecer de si e caminhar conforme Ele ordene (contudo o "caminhar com Ele" significa também sofrer tribulações ao contrário do que temos ouvido das teologia da prosperidade e determinação). Minha indignação está na hipocrisia das pessoas em dizerem que pertencem a Deus e suas atitudes não corresponderem. Tratam Deus como se fosse 190. 

Ao escrever o livro O Escândalo do Comportamento Evangélico, Ronald foi muito feliz na frase: “os evangélicos afirmam crer nos valores bíblicos e no poder de Deus para transformar o mundo . Contudo, muitos não vivem de modo diferente do mundo, ou seja, um escandaloso número de cristãos não vivem o que pregam.”

Se é esta a igreja fundamentada em modismo e antropocentrismo que pretende ser arrebatada para a vida eterna, seus valores precisam urgentemente serem repensados.
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

“Deus em Questão – C.S. Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida”


Finalmente terminei de ler “Deus em Questão – C.S. Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida”, de Armand M. Nicholi, Jr., Editora Ultimato. Um livro excelente! 
Digo o seguinte: os argumentos de C. S. Lewis e Sigmund Freud são postos lado a lado. Pra mim, diametralmente opostos em relação, por exemplo, ao problema da dor e do sofrimento; a natureza do amor e do sexo; e o sentido último da vida e da morte. Seus pontos fracos e as alternativas aos seus posicionamentos são expostos sem entrelinhas. Vale a pena ler.

sábado, 18 de maio de 2013

Dalcio Machado e suas caricaturas fenomenais!

Existem caricaturistas que a gente tem a obrigação de tirar do chapéu. Dalcio Machado é um deles. Ao lado, caricatura do BB King feita para a revista Veja de 2010. Quer ver mais desse fera do traço? Acesse: http://dalciomachado.blogspot.com.br/

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu Porém vos Digo...

Carlos Moreira
   
Quando Jesus começou a anunciar o Reino de Deus, sua proposta não se referia a mudanças na religião de Israel, mas tratava da transformação da consciência dos indivíduos. Estava claro que seu objetivo não era fazer remendos na debilitada lei judaica, mas instaurar um novo proceder que fosse para além das questões relativas à norma.
    “Ouvistes o que foi dito...”, afirmava o Galileu. Sua fala referia-se aos velhos ditames da Torá. Ele estava confrontando àquilo que era discernido como espiritualidade, mas que, na verdade, envenenava a alma. Aquela geração vivia calcada em regras estéreis, baseadas na estética comportamental, que valorizavam a performance. Jesus, todavia, oferecia conteúdos éticos, que transformavam interiores e regeneravam o ser.
    “Eu porém vos digo...”, insistia Ele. Era uma proposição que visava ressignificar práticas existenciais. A lei havia caducado, transformara-se num conjunto de doutrinas perversas e tradições histórico-culturais. Chegara a um ponto em que era melhor deixar alguém sofrendo com um aleijão do que curá-lo em dia de sábado. Instaurara-se no coração dos homens a condescendência com a hipocrisia.
    Estou certo de que um dos maiores perigos da religião é quando ela vira ideologia. Se perguntarmos a alguém em uma comunidade se ele já aceitou a Cristo, ouviremos: “sim, eu tomei essa decisão. Certo dia levantei minha mão e dei um passo à frente”. Esse ato, todavia, raramente é seguido de qualquer mudança interior, pois o que o sujeito fez foi dizer que concorda com as regras seguidas pela coletividade.
    É um tipo de “decisão” que não possuiu qualquer desdobramento para dentro, restringiu-se ao que se pode perceber do lado de fora. Ela fez com que o sujeito incorporasse trejeitos, mudasse o tom da fala, alterasse a agenda. Tudo isso, contudo, jamais se projetou para o ser. Conversão, de fato, diz respeito a mudar a consciência, com vistas a que se possa materializar no caminho “frutos dignos do arrependimento”.
    Quando isso acontece, a pessoa é capaz de perceber o outro, solidarizar-se com os caídos, tornar-se reverente com a dor do que sofre, aceitar o diferente, buscar a justiça, falar a verdade, amar sem ser amado. Não existe fé que não se desdobre! Uma espiritualidade voltada para si mesmo adoece todo aquele que dela se torne refém.
    “Se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus”. Essa é a difícil constatação de Jesus. Tenho percebido que há mais gente de bem fora das igrejas do que dentro delas. Vejo cristãos se esforçando para tentar chegar à média comportamental da sociedade. Triste ver que somos um povo cheio de carismas, mas totalmente esvaziados de caráter.     
    Em tempos de prosperidade, falsificação doutrinária, barganhas com o sagrado, querer viver o bom e simples Evangelho coloca a pessoa na contra-mão do fluxo. Fazer o quê? Talvez, lembrar de Isaías: “Senhor, quem deu ouvidos a nossa pregação?”.
 

Carlos Moreira é editor do Genizah e também escreve na Nova Cristandade.
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O mar de emoções – Você e eu vivemos nele, por isso temos de aprender a navegar

IVAN MARTINS

Um comentário azedo é capaz de estragar uma tarde de sábado. Uma resposta ríspida, logo cedo, coloca um dia inteiro na direção errada. O sentimento de incompreensão nos lança em isolamento a 100 metros do outro, ainda que sentados no mesmo sofá. Às vezes é algo que ela falou, às vezes é a maneira como ele disse. De alguma forma, produz-se a fagulha que inicia uma briga ou cria o distanciamento - e, dado o primeiro passo, somos incapazes de voltar atrás. Quem nos salva de nós mesmos se estamos mergulhados em nossas mais sombrias emoções?   
Algumas vezes, tenho a impressão de que os sentimentos controlam a totalidade nossa existência. A sua, a minha e a de todos os demais. Nessas ocasiões, a racionalidade me parece uma camada muito fina do que nos faz humanos. Sob a película da lógica e das palavras, move-se dentro de nós um mar de emoções que nos comanda - e, a despeito de nós mesmos, elege as nossas disputas e define as nossas afinidades.
 
Leia na íntegra: Revista Época

Ivan Martins lançará o livro Alguém Especial no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio, a partir das 19h, na livraria Saraiva do shopping Rio Sul. O autor é editor-executivo da revista Época

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pesquisa revela que evangélicos desconhecem as doutrinas básicas de sua fé

 
Um estudo do Instituto LifeWay Research sobre “posições doutrinárias”, mostra que, enquanto boa parte dos evangélicos têm uma boa compreensão dos ensinamentos doutrinários de suas igrejas, muitos tem dificuldade em explicar sua fé.
Questões básicas como a salvação, a Bíblia e a natureza de Deus podem confundir os fiéis. Quando perguntados ”Quando você morrer, irá para o céu pois confessou seus pecados e aceitou Jesus Cristo como seu Salvador?”, 19% disseram que não tem certeza. Cerca de 26% dos entrevistados (todos membros batizados de suas igrejas) acreditam que “se uma pessoa está sinceramente buscando a Deus, poderá obter a vida eterna através de outras religiões além do cristianismo”.
O pastor batista Ed Stetzer, presidente da LifeWay, acredita que hoje em dia as pessoas estão acostumadas a ter todo tipo de opinião anunciada pela mídia. “A verdade bíblica é radical porque ensina que a vida eterna é um relacionamento com Deus, através de Jesus Cristo”, lembra.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Missionário Alexandre Canhoni, o “xand”, ex-paquito da Xuxa: 11anos na África

Nos preocupamos com a necessidade básica do ser humano
 Alexandre Canhoni “xand” ex paquito da xuxa,deixando toda a fama….após entregar sua vida a jesus se apaixonou e dedicou sua vida ao povo do Níger. Há 11 anos mora no Níger, cuida e alimenta mais de 2.000 crianças, através de progamas sociais e nutrição além de jovens e mulheres,e tem a guarda de 15 crianças. Alexandre tem pregado o evangelho pelo mundo e buscando recursos para continuar a cuidar e levar o evangelho nesse país de mais 14 milhões de habitantes, esquecido pelo mundo onde a religião mãe é o islã. O Níger é um país da África e segundo a ONU é o segundo país mais pobre do mundo..é preciso oração e ajuda. Conheça esse ministério clicando AQUI

sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Deus" mandou matar

Pablo Massolar
do blog Ovelha Magra


A Idade Média, chamada também de Idade das Trevas pelos historiadores, foi profundamente manchada de sangue com a Santa Inquisição, realizada em nome do "Deus" dos "Cristãos". Milhões foram torturados, queimados vivos e mortos por aqueles que julgavam prestar serviço a Deus com tais práticas.



Embora a Bíblia contenha a Palavra de Deus revelada ao homem, ela pode se tornar a antítese dela mesma se o texto for lido sem o filtro da Graça e da Lei do Amor. O Evangelho não é a letra impressa, a língua ou tradução usada, mas sim a mensagem transmitida muitas vezes sem papel e sem tinta. O Verbo se fez carne e habitou entre nós!



As boas novas produzem verdade, autoconhecimento, libertação e vida. Do contrário, ainda que se use as Escrituras Sagradas para justificar a maldade, e muitos a usam para tal, de fato, não poderá ser chamada de Evangelho, de Palavra de Deus. Mesmo que o nome de Jesus seja utilizado e em nome dele se pregue a palavra distorcida, com acréscimos ou com engano, tal palavra jamais será a Palavra. Este falso Jesus jamais será o verdadeiro Deus e a vida Eterna. O verdadeiro Jesus se faz presente quando o Reino de Paz, Justiça e Alegria no Espírito de Deus é pregado com e na verdade por grandes e pequenos.



Uma vez alguém me escreveu dizendo que eu deveria colocar as referências e versículos bíblicos que embasam as afirmações e os textos que escrevo. Descobri que existe gente viciada no texto bíblico tal qual ele está escrito/traduzido. Não conseguem identificar uma vírgula fora dele, qualquer relâmpago ou faísca da Revelação que está muito além do texto em si.



De modo algum estou desqualificando o texto bíblico, muito pelo contrário, ele é o parâmetro, é ele quem deve orientar e balizar o que cremos e falamos. Qualquer "revelação" fora do texto, que o contradiga ou não se sustente no contexto de toda a revelação bíblica, ou ainda, que não passe pela perspectiva da Graça de Deus deve ser abandonada. No entanto, existem os "doutores da lei", aqueles que conhecem e sabem citar de memória qualquer parte das Escrituras, mas não sabem enxergar nelas a Vida, a Justificação pela Fé, a Paz e Alegria que a mensagem de Deus ao homem pode gerar. Estes acreditam que Deus é o texto.



Quem acha que a Palavra foi totalmente sequestrada e amarrada pelo texto jamais descobrirá a profundidade do que significa "Os céus proclamam a glória de Deus, o firmamento anuncia as obras de suas mãos. (...) Não há discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas por toda a Terra se faz ouvir a sua voz ".



Os viciados no Texto quase sempre se viciam também nas instituições, como se, fora delas, não houvesse possibilidade de Deus exercer misericórdia. Alguns chegam a confundir a instituição com o próprio Deus. Enchem os templos em busca de um Deus que, ironicamente, não habita em templos e catedrais feitos por mãos humanas. Enganam-se os que pensam que Deus é institucionalizável, contido por nomes, leis da física e tradições. Não creio em um Deus impessoal, em uma "força", mas eu creio no Deus que está muito além da nossa compreensão, maior até do que qualquer manifestação religiosa. Que, apesar de toda a sua incompreensível e inalcançável glória, se encarnou na história humana, se autorrevelou como Deus conosco, como o Deus que ama e vemos em Jesus. Não o Jesus do cristianismo, da instituição, mas o Jesus que tem o nome sobre todo nome, o Jesus anunciado pelos mudos e até por aqueles que não sabem o nome histórico/humano de Deus, mas sabem da vida que o indizível faz brotar em todos os que creem.



Aprenda a ler a vida (e a Palavra) com os olhos da Graça! Você descobrirá que o Eterno pode falar maravilhosa e profundamente através das coisas mais simples e naturais, até mesmo através de onde menos esperamos. O Evangelho, a Boa Notícia do amor de Deus pelo homem, está escrito não somente nas tábuas de pedra ou nas folhas de papel, mas também na arte, na música, no passeio em família, com amigos ou andando descalço na areia. O que Deus tem a dizer para você pode ser dito não somente pelos sacerdotes, igrejas ou profetas, mas através do sorriso das crianças e da dança alegre de viver a vida com a confiança inabalável e descansada no Nome e na Palavra.




O Deus da vida, que fala sem som e fora das religiões, o abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

5º Salão de Humor de Juiz de Fora – FUNALTA


1 - A Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage - Funalfa institui o 5º Salão de Humor de Juiz de Fora - Funalfa com o objetivo de incentivar, divulgar e promover o talento de artistas gráficos brasileiros, natos ou naturalizados, através da premiação de trabalhos regularmente inscritos nas modalidades CARTUM, CHARGE, CARICATURA e HQ, nos termos do presente regulamento.

2 - As inscrições ocorrerão no período de 8 de abril a 3 de maio de 2013 e poderão ser realizadas pessoalmente ou pelos Correios, valendo a data limite de 3 de maio de 2013 para postagem, no seguinte endereço:

5º SALÃO DE HUMOR DE JUIZ DE FORA - FUNALFA
Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage
Av. Barão Rio Branco 2.234 – Centro
CEP – 36016-310 – Juiz de Fora – MG

3- Cada participante poderá concorrer com até três trabalhos inéditos, com tema livre no formato mínimo de A4 e máximo de A3, utilizando qualquer técnica.

3.1 - Os trabalhos deverão estar identificados no verso com letra de forma legível, informando os seguintes dados:

Pessoais
- Nome completo, endereço, e-mail e telefone
- Bancários: Conta, agência e banco

3.2 - Serão aceitos somente trabalhos originais.

3.3 - Os trabalhos de HQ poderão ser apresentados em até duas pranchas nas medidas estabelecidas no item 3.

3.4 - Será realizada uma exposição dos trabalhos selecionados no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) localizado à Av. Getúlio Vargas 200 – Centro, Juiz de Fora, Minas Gerais, no período de 16 de maio a 9 de junho de 2013.

4 - Haverá premiação para os três melhores trabalhos, independente da modalidade, escolhidos por um Júri formado por profissionais qualificados, nomeados pela Comissão Organizadora, sendo:

- RS 1.500,00 - hum mil e quinhentos reais (1º lugar)
- RS 1.000,00 - hum mil reais (2º lugar)
- RS 800,00 - oitocentos reais (3º lugar)

4.1 - O Júri, em acordo com a Comissão Organizadora, poderá instituir outros prêmios, até mesmo após a abertura do Salão.

5 - Os trabalhos selecionados passarão a integrar o acervo da Funalfa , cabendo a essa instituição o direito de uso e aplicação das obras.

5.1 - Os trabalhos não selecionados deverão ser retirados até o dia 21 de junho de 2013, cessando, após essa data, qualquer responsabilidade da Funalfa no que se refere às obras não retiradas.

5.2 - A devolução dos trabalhos via Correios será possível, desde que seja previamente enviado um envelope selado e devidamente identificado com os dados postais do participante.

6- A Comissão Organizadora não se responsabiliza por eventuais danos ou extravios na remessa e na devolução dos trabalhos via Correios.

7- A inscrição no 5º Salão de Humor de Juiz de Fora - Funalfa implica na aceitação dos termos deste regulamento.

- Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora e Julgadora.

OUTRAS INFORMAÇÕES

FUNALFA – (32) 3690-7033 e 3690-8331 ou funalfa.gabinete@ pjf.mg.gov.br

sexta-feira, 29 de março de 2013

A guerra dos "ismos"

"Pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestiais." (Efésios 6.12)
 
 
 
 Pablo Massolar
Texto e foto: Genizah

Eu já disse (aqui) que penso sobre o tema da homossexualidade e os direitos civis das minorias, sejam elas quais forem, e como este assunto deveria ser tratado pela igreja. Eu disse "deveria", porque a igreja institucional, em sua grande maioria, ainda está muito longe do que aprendemos com Jesus sobre como se deve tratar um irmão que consideramos pecador.

Hoje, antes de continuar o texto propriamente dito, preciso colocar alguns pingos nos 'is' e fazer uma distinção importante entre as palavras homossexualidade e homossexualismo.

Homossexualidade é a condição, seja ela natural ou não, genética ou cultural/comportamental/espiritual, à propensão, inclinação ou tendência ao desejo por pessoas do mesmo sexo. Esta afinidade é, na maioria das vezes, involuntária.

Homossexualismo é ideologia. É uma crença. É como a opção que se faz por um partido político, um time de futebol ou escovar os dentes com a torneira fechada para não desperdiçar a água. É uma decisão consciente e tem a ver mais com convicções do que com uma tendência nata.

Todos nós somos testemunhas, atualmente, de uma guerra que ainda não foi declarada de forma aberta, mas que já se desenrola aos gritos, ofensas, agressões, ameaças, mentiras e golpes muito baixos. De um lado os ativistas gays e do outro ativistas pró-família.

Longe de dizer quem está com a razão ou defender uma postura ou outra. Na minha opinião, os dois lados já perderam a razão faz tempo. Aliás, talvez, nunca tenham de fato tido razão em algum momento da história. Desde o início, começaram seus discursos nos canais, na intenção e na forma errada.

Dos dois lados a desculpa é a luta pela liberdade, mas esta própria "liberdade" que se é pregada está acorrentada numa ideologia, em um "ismo". Seja o homossexualismo ou o moralismo.

O buraco se aprofunda quando se descobre que o real interesse dos dois lados desta batalha não é o ser humano ou a família. O direito de ser o que se é ou de dizer o que se pensa é apenas a desculpa de um jogo de poder muito mais sórdido e nojento do que parece ser.

Estamos diante de uma guerra de marketing e ideologias vazias cujos objetivos encobertos são: trazer mais votos para cada um dos lados e também provocar uma "cortina de fumaça" com a intenção maquiavélica de desviar a atenção da grande massa dos assuntos mais graves e realmente sérios da nação. Não se trata de "teoria da conspiração", mas estes temas insuflados pela mídia são intencionalmente alienantes.

Fico triste ao ver uma "igreja" sem relevância concreta. Nem espiritual nem social. Ela se garante apenas na bancada política que a representa truculenta e interesseiramente em Brasília. Não consigo encontrar o Jesus do Evangelho refletido nas palavras dessa "igreja" ou desses "pastores" que usam as mesmas armas, as mesmas mentiras, as mesmas ameaças e o mesmo ódio para combaterem seus inimigos e suas desavenças.

Segundo Paulo, o apóstolo, "nossas armas não são humanas/carnais, são espirituais e poderosas em Deus para destruir fortalezas" (2 coríntios 10.4). Jesus nunca defendeu causas ou ideologias. Nem mesmo o judaísmo recebeu de Jesus qualquer atenção a favor ou contra. Ele se envolveu com as pessoas, encarou as suas dores. Curou alguns, libertou outros, fortaleceu os fracos, tratou os pecadores com amor e respeito. Olhava as pessoas nos olhos, dizia o que devia ser dito para quem quer que fosse, grande ou pequeno, sacerdote ou incrédulo e andava nos ambientes mais estranhos aos puritanos.

Não é uma questão de "dar a outra face" pacifica, tola e ingenuamente, mas de testemunhar a Graça e o Perdão que nos alcançam de forma viva, verdadeira e concreta. Não só através de palavras, mas de andar no Evangelho consciente e definitivamente até as últimas consequências.

Enquanto o Verdadeiro Amor, a Fé e a Esperança não forem as únicas "armas" da Igreja, será difícil ver o mundo ser convencido do Pecado, da Justiça e do Juízo de Deus com este testemunho.


O Deus que nos chama à Paz o abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente



Pablo escreve no Ovelha Magra

domingo, 10 de março de 2013

Esquizofrenia gospel

Por Zilton Alencar

A esquizofrenia não é considerada doença, mas transtorno mental que ataca pelo menos 1% da população mundial. Dentre as suas muitas manifestações, uma das mais comuns se caracteriza por delírios paranóides, aonde a pessoa se sente perseguida, odiada, rodeada de inimigos. Entretanto, se observarmos o universo “gospel” de nossos dias, veremos que 1% de esquizofrênicos em nosso meio é uma porcentagem modesta ante o quadro que se nos apresenta. Os crentes de um modo geral se sentem eternos perseguidos por uma cifra enorme de inimigos, tanto dentre vizinhos incrédulos, patrões perseguidores, colegas de trabalho escarnecedores e maus, e até irmãos da fé, dentro de nossas Igrejas, sentados ao nosso redor e derredor nos cultos de adoração a Deus. O “esquizofrênico Gospel” se considera assim, odiado pelos de fora e até pelos próprios irmãos, ao melhor estilo de José, filho de Jacó, que anseiam e trabalham diuturnamente pela sua queda. Querem sua posição no coral, na equipe de louvor, na classe de EBD, no corpo de Obreiros, na direção do Círculo de Oração... Querem seu emprego, seu salário e sua posição empresarial ou profissional, querem seus dons e talentos e alguns mais afoitos querem até o seu casamento, seu marido ou sua esposa, os seus filhos obedientes, a harmonia de seu lar!

Leia na íntegra no site GENIZAH

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Morreu? E agora?

Por André Sanchez
Site do autor AQUI

 Para onde vão as almas das pessoas depois que elas morrem? Elas já vão para o céu e para o inferno ou permanecem em algum lugar intermediário dormindo? As almas dos falecidos conseguem se comunicar com os vivos e interagir com o nosso mundo?

Caro leitor, todas as almas são propriedade exclusiva de Deus. Ele as criou e elas são Dele. Assim, a Bíblia diz que quando uma pessoa morre, seu espírito volta a Deus. “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Ec 12. 7).

A morte também sela o destino da pessoa. Todos morrem ou salvos ou condenados. Ninguém morre com seu destino final indefinido. Assim, a morte é a batida final do martelo na vida de todos nós. “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9. 27). Morremos uma só vez e depois disso vem sobre nós o juízo. O “juízo” já é uma espécie de julgamento que separam salvos e condenados após sua morte. Esse juízo de Deus separa os salvos para o céu e os condenados para o inferno. Todos, em seus respectivos lugares, aguardam a volta de Jesus Cristo e o dia do grande juízo final.

A Bíblia não nos autoriza a pensar que o espírito fica dormindo aguardando a segunda volta de Jesus Cristo ou em um lugar intermediário. O nosso espírito fica consciente após a morte e aguarda o cumprimento de toda a palavra de Deus na volta de Jesus Cristo (os condenados aguardam no inferno e os salvos no céu). Alguns textos nos indicam essa realidade. Um deles é o que mostra o ladrão que se arrependeu ao lado de Jesus na cruz. “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23. 43). Observe que Jesus lhe promete que, após morrer, já se apossaria do paraíso, sem lugares intermediários.

Outro texto que apóia essa realidade é a parábola de Jesus a respeito do rico e do mendigo. O rico morre e vai para o inferno. O mendigo de nome Lázaro também morre, mas vai para o céu. “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” (Lc 16. 22-23). Nenhum deles se encontra dormindo. Todos estão acordados e conscientes.

Jesus não usaria uma inverdade como pano de fundo de uma parábola. Assim, essa parábola aponta sim para o destino final de cada um de nós após a nossa morte: Conscientes e já no lugar determinado por Deus.

Com relação a comunicação de vivos com espíritos de pessoas falecidas, não há essa possibilidade. A Bíblia não diz nada que apóie essa ideia, pelo contrário, é totalmente contrária a essa prática. “Quando vos disserem: Consultai os necromantes [pessoas que consultam os mortos] e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Is 8. 19).

Qualquer tipo de comunicação com pessoas falecidas, na verdade, é uma comunicação com demônios enganadores, pois as pessoas falecidas, como demonstrado acima, estão já em seus lugares determinados por Deus aguardando o grande dia da volta do Senhor Jesus Cristo e o cumprimento de toda a palavra determinada por Deus.