terça-feira, 3 de novembro de 2015

Quando a dor da morte e do luto chegar

Marcelo de Oliveira e Oliveira
Em algumas partes do meio evangélico pentecostal, uma mãe chorar a morte do filho ou a esposa sofrer a partida repentina do esposo é “pecado”. Quer-se a todo custo que a pessoa enlutada permaneça firme na “obra de Deus”. Infelizmente, esse pensamento faz parte de uma perspectiva teológica equivocada e sem contexto de que os “mortos devem enterrar o seus mortos” e de que não há tempo para o “servo de Deus” sofrer as agruras da vida porque a “obra de Deus” não pode parar. Pessoas que pensam assim, não têm noção de que a maior obra de Deus, neste caso, é consolar quem perdeu o seu ente querido: “Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.26,27).
Que tristeza ver pessoas se desumanizarem em nome de uma fé que nada tem a ver com o Evangelho! Pior ainda é contemplar gente disferindo ataques contra o dia de finados pensando defender a fé cristã. Não vou tão longe, no sentido de fazer culto aos mortos, pois pelo Evangelho eu sei que Deus é o Deus de vivos e que quaisquer pessoas que, em Cristo, passaram da vida para morte estão vivas. Entretanto, a memória de quem se foi deve ser preservada sim. A mãe deve viver o luto da passagem do seu filho. Ora, imagine a dor! Imagine o sofrimento! Imagine a angústia!
No luto, o tempo é de parar e de se recolher. É tempo de repensar a vida. É tempo da comunidade dos santos sair das quatro paredes para consolar, abrandar o sofrimento e dar o absoluto apoio para a pessoa enlutada. Não é tempo de cobrar a ausência aos cultos da pessoa enlutada.
Por favor, não faça isso!
Embora eu entenda que pode haver a mais pura e doce intenção nessa cobrança, isso soa despreocupação com o estado existencial de quem perdeu o ente querido.
Recentemente, aconselhei uma pessoa dilacerada pela dor da perda e pela dor de não ter achado em sua igreja local o consolo e o abraço amigo. Isso ocorreu fora do Rio de Janeiro.
Como é triste batalhar a vida inteira pela causa do Evangelho e quando se mais precisar não achar apoio onde deveria havê-lo em primeiro lugar: “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações” (Tg 1.27).
Com muito amor e carinho, a senhora sofrida ouviu de minha boca as palavras pelas quais passo a relatar: Minha irmã, ignore totalmente as palavras de quem pensa assim, pois ela não sabe o que diz. Não adianta persistir! Essa pessoa não entenderá o que realmente importa na causa do Evangelho. Quanto à senhora, chore a morte da sua filha. Chore, porque Jesus chorou a morte do seu amigo Lázaro, o que significa que o nosso Senhor compreende bem o que a senhora está sentindo. Leia diariamente os salmos 23 e 38. Esses salmos me confortaram muito quando fui atacado pela depressão. Leia-os orando, pedindo misericórdia e graça ao Senhor. Tenho certeza de que o nosso Senhor não lhe abandonará, como não me abandonou. Se puder, faça uma viagem com suas outras filhas e esposo. Vá para bem longe, procure está mais próxima daqueles que te amam e lhe querem bem. Isso não vai sarar a dor da perda, porque não há nada que repare a dor de uma mãe que perdeu uma filha, mas tais atitudes certamente lhe trarão consolo e esperança. Mais paz e equilíbrio, sabendo que a sua filha amada agora está viva com o Pai.
Com isso, o Corpo de Cristo deve consolar uns aos outros para todos tenhamos esperança em Deus (1 Ts 4.18).
Que essa humilde palavra também possa servir de consolo e paz para você, seja a que cobra o outro, ou seja a pessoa enlutada.
___________________________________________
Marcelo de Oliveira e Oliveira é pregador do Evangelho desde que a Graça de Deus o inundou por inteiro. Casado com Gilmara dos S. e Oliveira.
Clique AQUI e acesse o blog do articulista.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Geração Z — Jovens nascidos na alta tecnologia

Já tivemos a “Geração Coca-cola”, a “Geração X”, a “Geração Y” e agora temos a “Geração Z”. Cada uma tem sua particularidade. A Geração Z, por exemplo, já nasceu conectada. A maior parte dessa galera não conhece o mundo sem a internet. Ela está altamente movida pela tecnologia e, lógico, marcada pela globalização. Confira mais cartuns na seção CHARGES. Você pode visitar também a página da Geração JC e ser edificado com as reportagens, entrevistas, artigos, blog e muitos mais! Valeu, pessoal! 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Debate sobre “Xenofobia e liberdade de expressão”. Meu pitaco como cartunista

Para quem não viu, eis o debate sobre 'Xenofobia e liberdade de expressão', exibido pela TV Boas Novas, dia 19/01/2015. Tive o privilégio de participar, como cartunista e chargista. Clique no Link abaixo e assista na íntegra.  Acho que você vai gostar!

domingo, 30 de novembro de 2014

1ª Bienal Internacional da Caricatura

Nós com o mestre e meu livrinho de presente
Sábado, 29 de novembro, foi o encerramento da 1ª Bienal Internacional da Caricatura. O evento, organizado pelo meu amigo, o historiador Luciano Magno, aconteceu na Galeria Rio Scenarium, centro do Rio. O homenageado foi o mestre Ziraldo, com o “Troféu Luiz Peixoto”, pela grande contribuição à arte da caricatura. A exposição contou com os maravilhosos desenhos desse grande artista através dos quadros “Mulheres de Ziraldo”. A contemplação ao mestre se deu em face de sua longa, profícua e fantástica trajetória na caricatura brasileira, que o tornou um dos maiores cartunistas mundiais. Estive lá com minha esposa, Fernanda Ambrosio. Foi um momento histórico poder estar em mais um evento homenageando um cara de 82 anos que não pára de produzir obras sensacionais! Obrigado, Ziraldo! Obrigado, mestre! Clique no link e veja as fotos do evento: FOTOS

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lançamento do meu livrinho “Charges, Cartuns & Passatempos – GeraçãoJC”

Em família: com minha princesa e meus príncipes
Agradeço a todos que compareceram ao lançamento do meu livrinho “Charges, Cartuns e Passatempos - GeraçãoJC”, uma coletânea de cartuns e passatempos publicados na revista GeraçãoJC entre 2007 e 2013, CPAD. A vernissage aconteceu na própria loja da Editora, em Niterói/RJ. O livro oferece também um bônus com charges de 2014. Você ainda não tem um exemplar? Muito simples! Cliquei AQUI! Abaixo, outro link com as fotos do lançamento. Valeu mesmo, galera!