quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu Porém vos Digo...

Carlos Moreira
   
Quando Jesus começou a anunciar o Reino de Deus, sua proposta não se referia a mudanças na religião de Israel, mas tratava da transformação da consciência dos indivíduos. Estava claro que seu objetivo não era fazer remendos na debilitada lei judaica, mas instaurar um novo proceder que fosse para além das questões relativas à norma.
    “Ouvistes o que foi dito...”, afirmava o Galileu. Sua fala referia-se aos velhos ditames da Torá. Ele estava confrontando àquilo que era discernido como espiritualidade, mas que, na verdade, envenenava a alma. Aquela geração vivia calcada em regras estéreis, baseadas na estética comportamental, que valorizavam a performance. Jesus, todavia, oferecia conteúdos éticos, que transformavam interiores e regeneravam o ser.
    “Eu porém vos digo...”, insistia Ele. Era uma proposição que visava ressignificar práticas existenciais. A lei havia caducado, transformara-se num conjunto de doutrinas perversas e tradições histórico-culturais. Chegara a um ponto em que era melhor deixar alguém sofrendo com um aleijão do que curá-lo em dia de sábado. Instaurara-se no coração dos homens a condescendência com a hipocrisia.
    Estou certo de que um dos maiores perigos da religião é quando ela vira ideologia. Se perguntarmos a alguém em uma comunidade se ele já aceitou a Cristo, ouviremos: “sim, eu tomei essa decisão. Certo dia levantei minha mão e dei um passo à frente”. Esse ato, todavia, raramente é seguido de qualquer mudança interior, pois o que o sujeito fez foi dizer que concorda com as regras seguidas pela coletividade.
    É um tipo de “decisão” que não possuiu qualquer desdobramento para dentro, restringiu-se ao que se pode perceber do lado de fora. Ela fez com que o sujeito incorporasse trejeitos, mudasse o tom da fala, alterasse a agenda. Tudo isso, contudo, jamais se projetou para o ser. Conversão, de fato, diz respeito a mudar a consciência, com vistas a que se possa materializar no caminho “frutos dignos do arrependimento”.
    Quando isso acontece, a pessoa é capaz de perceber o outro, solidarizar-se com os caídos, tornar-se reverente com a dor do que sofre, aceitar o diferente, buscar a justiça, falar a verdade, amar sem ser amado. Não existe fé que não se desdobre! Uma espiritualidade voltada para si mesmo adoece todo aquele que dela se torne refém.
    “Se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus”. Essa é a difícil constatação de Jesus. Tenho percebido que há mais gente de bem fora das igrejas do que dentro delas. Vejo cristãos se esforçando para tentar chegar à média comportamental da sociedade. Triste ver que somos um povo cheio de carismas, mas totalmente esvaziados de caráter.     
    Em tempos de prosperidade, falsificação doutrinária, barganhas com o sagrado, querer viver o bom e simples Evangelho coloca a pessoa na contra-mão do fluxo. Fazer o quê? Talvez, lembrar de Isaías: “Senhor, quem deu ouvidos a nossa pregação?”.
 

Carlos Moreira é editor do Genizah e também escreve na Nova Cristandade.
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O mar de emoções – Você e eu vivemos nele, por isso temos de aprender a navegar

IVAN MARTINS

Um comentário azedo é capaz de estragar uma tarde de sábado. Uma resposta ríspida, logo cedo, coloca um dia inteiro na direção errada. O sentimento de incompreensão nos lança em isolamento a 100 metros do outro, ainda que sentados no mesmo sofá. Às vezes é algo que ela falou, às vezes é a maneira como ele disse. De alguma forma, produz-se a fagulha que inicia uma briga ou cria o distanciamento - e, dado o primeiro passo, somos incapazes de voltar atrás. Quem nos salva de nós mesmos se estamos mergulhados em nossas mais sombrias emoções?   
Algumas vezes, tenho a impressão de que os sentimentos controlam a totalidade nossa existência. A sua, a minha e a de todos os demais. Nessas ocasiões, a racionalidade me parece uma camada muito fina do que nos faz humanos. Sob a película da lógica e das palavras, move-se dentro de nós um mar de emoções que nos comanda - e, a despeito de nós mesmos, elege as nossas disputas e define as nossas afinidades.
 
Leia na íntegra: Revista Época

Ivan Martins lançará o livro Alguém Especial no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio, a partir das 19h, na livraria Saraiva do shopping Rio Sul. O autor é editor-executivo da revista Época

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pesquisa revela que evangélicos desconhecem as doutrinas básicas de sua fé

 
Um estudo do Instituto LifeWay Research sobre “posições doutrinárias”, mostra que, enquanto boa parte dos evangélicos têm uma boa compreensão dos ensinamentos doutrinários de suas igrejas, muitos tem dificuldade em explicar sua fé.
Questões básicas como a salvação, a Bíblia e a natureza de Deus podem confundir os fiéis. Quando perguntados ”Quando você morrer, irá para o céu pois confessou seus pecados e aceitou Jesus Cristo como seu Salvador?”, 19% disseram que não tem certeza. Cerca de 26% dos entrevistados (todos membros batizados de suas igrejas) acreditam que “se uma pessoa está sinceramente buscando a Deus, poderá obter a vida eterna através de outras religiões além do cristianismo”.
O pastor batista Ed Stetzer, presidente da LifeWay, acredita que hoje em dia as pessoas estão acostumadas a ter todo tipo de opinião anunciada pela mídia. “A verdade bíblica é radical porque ensina que a vida eterna é um relacionamento com Deus, através de Jesus Cristo”, lembra.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Missionário Alexandre Canhoni, o “xand”, ex-paquito da Xuxa: 11anos na África

Nos preocupamos com a necessidade básica do ser humano
 Alexandre Canhoni “xand” ex paquito da xuxa,deixando toda a fama….após entregar sua vida a jesus se apaixonou e dedicou sua vida ao povo do Níger. Há 11 anos mora no Níger, cuida e alimenta mais de 2.000 crianças, através de progamas sociais e nutrição além de jovens e mulheres,e tem a guarda de 15 crianças. Alexandre tem pregado o evangelho pelo mundo e buscando recursos para continuar a cuidar e levar o evangelho nesse país de mais 14 milhões de habitantes, esquecido pelo mundo onde a religião mãe é o islã. O Níger é um país da África e segundo a ONU é o segundo país mais pobre do mundo..é preciso oração e ajuda. Conheça esse ministério clicando AQUI

sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Deus" mandou matar

Pablo Massolar
do blog Ovelha Magra


A Idade Média, chamada também de Idade das Trevas pelos historiadores, foi profundamente manchada de sangue com a Santa Inquisição, realizada em nome do "Deus" dos "Cristãos". Milhões foram torturados, queimados vivos e mortos por aqueles que julgavam prestar serviço a Deus com tais práticas.



Embora a Bíblia contenha a Palavra de Deus revelada ao homem, ela pode se tornar a antítese dela mesma se o texto for lido sem o filtro da Graça e da Lei do Amor. O Evangelho não é a letra impressa, a língua ou tradução usada, mas sim a mensagem transmitida muitas vezes sem papel e sem tinta. O Verbo se fez carne e habitou entre nós!



As boas novas produzem verdade, autoconhecimento, libertação e vida. Do contrário, ainda que se use as Escrituras Sagradas para justificar a maldade, e muitos a usam para tal, de fato, não poderá ser chamada de Evangelho, de Palavra de Deus. Mesmo que o nome de Jesus seja utilizado e em nome dele se pregue a palavra distorcida, com acréscimos ou com engano, tal palavra jamais será a Palavra. Este falso Jesus jamais será o verdadeiro Deus e a vida Eterna. O verdadeiro Jesus se faz presente quando o Reino de Paz, Justiça e Alegria no Espírito de Deus é pregado com e na verdade por grandes e pequenos.



Uma vez alguém me escreveu dizendo que eu deveria colocar as referências e versículos bíblicos que embasam as afirmações e os textos que escrevo. Descobri que existe gente viciada no texto bíblico tal qual ele está escrito/traduzido. Não conseguem identificar uma vírgula fora dele, qualquer relâmpago ou faísca da Revelação que está muito além do texto em si.



De modo algum estou desqualificando o texto bíblico, muito pelo contrário, ele é o parâmetro, é ele quem deve orientar e balizar o que cremos e falamos. Qualquer "revelação" fora do texto, que o contradiga ou não se sustente no contexto de toda a revelação bíblica, ou ainda, que não passe pela perspectiva da Graça de Deus deve ser abandonada. No entanto, existem os "doutores da lei", aqueles que conhecem e sabem citar de memória qualquer parte das Escrituras, mas não sabem enxergar nelas a Vida, a Justificação pela Fé, a Paz e Alegria que a mensagem de Deus ao homem pode gerar. Estes acreditam que Deus é o texto.



Quem acha que a Palavra foi totalmente sequestrada e amarrada pelo texto jamais descobrirá a profundidade do que significa "Os céus proclamam a glória de Deus, o firmamento anuncia as obras de suas mãos. (...) Não há discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas por toda a Terra se faz ouvir a sua voz ".



Os viciados no Texto quase sempre se viciam também nas instituições, como se, fora delas, não houvesse possibilidade de Deus exercer misericórdia. Alguns chegam a confundir a instituição com o próprio Deus. Enchem os templos em busca de um Deus que, ironicamente, não habita em templos e catedrais feitos por mãos humanas. Enganam-se os que pensam que Deus é institucionalizável, contido por nomes, leis da física e tradições. Não creio em um Deus impessoal, em uma "força", mas eu creio no Deus que está muito além da nossa compreensão, maior até do que qualquer manifestação religiosa. Que, apesar de toda a sua incompreensível e inalcançável glória, se encarnou na história humana, se autorrevelou como Deus conosco, como o Deus que ama e vemos em Jesus. Não o Jesus do cristianismo, da instituição, mas o Jesus que tem o nome sobre todo nome, o Jesus anunciado pelos mudos e até por aqueles que não sabem o nome histórico/humano de Deus, mas sabem da vida que o indizível faz brotar em todos os que creem.



Aprenda a ler a vida (e a Palavra) com os olhos da Graça! Você descobrirá que o Eterno pode falar maravilhosa e profundamente através das coisas mais simples e naturais, até mesmo através de onde menos esperamos. O Evangelho, a Boa Notícia do amor de Deus pelo homem, está escrito não somente nas tábuas de pedra ou nas folhas de papel, mas também na arte, na música, no passeio em família, com amigos ou andando descalço na areia. O que Deus tem a dizer para você pode ser dito não somente pelos sacerdotes, igrejas ou profetas, mas através do sorriso das crianças e da dança alegre de viver a vida com a confiança inabalável e descansada no Nome e na Palavra.




O Deus da vida, que fala sem som e fora das religiões, o abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

5º Salão de Humor de Juiz de Fora – FUNALTA


1 - A Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage - Funalfa institui o 5º Salão de Humor de Juiz de Fora - Funalfa com o objetivo de incentivar, divulgar e promover o talento de artistas gráficos brasileiros, natos ou naturalizados, através da premiação de trabalhos regularmente inscritos nas modalidades CARTUM, CHARGE, CARICATURA e HQ, nos termos do presente regulamento.

2 - As inscrições ocorrerão no período de 8 de abril a 3 de maio de 2013 e poderão ser realizadas pessoalmente ou pelos Correios, valendo a data limite de 3 de maio de 2013 para postagem, no seguinte endereço:

5º SALÃO DE HUMOR DE JUIZ DE FORA - FUNALFA
Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage
Av. Barão Rio Branco 2.234 – Centro
CEP – 36016-310 – Juiz de Fora – MG

3- Cada participante poderá concorrer com até três trabalhos inéditos, com tema livre no formato mínimo de A4 e máximo de A3, utilizando qualquer técnica.

3.1 - Os trabalhos deverão estar identificados no verso com letra de forma legível, informando os seguintes dados:

Pessoais
- Nome completo, endereço, e-mail e telefone
- Bancários: Conta, agência e banco

3.2 - Serão aceitos somente trabalhos originais.

3.3 - Os trabalhos de HQ poderão ser apresentados em até duas pranchas nas medidas estabelecidas no item 3.

3.4 - Será realizada uma exposição dos trabalhos selecionados no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) localizado à Av. Getúlio Vargas 200 – Centro, Juiz de Fora, Minas Gerais, no período de 16 de maio a 9 de junho de 2013.

4 - Haverá premiação para os três melhores trabalhos, independente da modalidade, escolhidos por um Júri formado por profissionais qualificados, nomeados pela Comissão Organizadora, sendo:

- RS 1.500,00 - hum mil e quinhentos reais (1º lugar)
- RS 1.000,00 - hum mil reais (2º lugar)
- RS 800,00 - oitocentos reais (3º lugar)

4.1 - O Júri, em acordo com a Comissão Organizadora, poderá instituir outros prêmios, até mesmo após a abertura do Salão.

5 - Os trabalhos selecionados passarão a integrar o acervo da Funalfa , cabendo a essa instituição o direito de uso e aplicação das obras.

5.1 - Os trabalhos não selecionados deverão ser retirados até o dia 21 de junho de 2013, cessando, após essa data, qualquer responsabilidade da Funalfa no que se refere às obras não retiradas.

5.2 - A devolução dos trabalhos via Correios será possível, desde que seja previamente enviado um envelope selado e devidamente identificado com os dados postais do participante.

6- A Comissão Organizadora não se responsabiliza por eventuais danos ou extravios na remessa e na devolução dos trabalhos via Correios.

7- A inscrição no 5º Salão de Humor de Juiz de Fora - Funalfa implica na aceitação dos termos deste regulamento.

- Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora e Julgadora.

OUTRAS INFORMAÇÕES

FUNALFA – (32) 3690-7033 e 3690-8331 ou funalfa.gabinete@ pjf.mg.gov.br